Tuesday, October 16, 2012

29 domingo per annum B


1. LEITURA

 http://www.lectionautas.com.br/leitura-orante/134-lectio-divina-domingo-21-de-outubro-de-2012-29o-domingo-do-tempo-comum--ano-b

Que diz o texto?

Pistas para leitura

Queridos irmãos:

O texto que acabemos de ler encontra-se imediatamente depois do terceiro anúncio da Paixão que Jesus faz no Evangelho segundo São Marcos (10,32-34). É realmente surpreendente perceber como os discípulos do Senhor não entendem nada do que está acontecendo. Jesus fala de sua paixão, e eles não captam nada disto, estão em outra sintonia…

Tudo começa com o pedido de Tiago e João, filhos de Zebedeu. Aproximam-se do Senhor e pedem-lhe o favor de colocar-se um à direita e outro à esquerda, quando Jesus estiver em seu reino poderoso. Os discípulos ainda pensam que Jesus é um “messias” político ou social, que vem fazer uma “revolução” política segundo os critérios do mundo. Não compreenderam que a “revolução” de Jesus é profundamente espiritual. É por isso que o Senhor lhes responderá: “Vocês não sabem o que estão pedindo…”.

Contudo, imediatamente, o Senhor pergunta-lhes se estão ou não dispostos a sofrer a mesma coisa que acontecerá com ele. Eles, muito seguros de si, dizem que sim.  Jesus retoma-lhes a palavra e ratifica que vão sofrer muito, mas esclarece também que é o Pai quem decide a respeito de quem fica à direita ou à esquerda no Reino de Jesus.

Parece que os outros discípulos participaram da conversa. Irritam-se com os dois irmãos Zebedeu… Contudo, por que se zangam? Por que o pedido dos irmãos não tem sentido, ou por que eles almejariam também os referidos lugares? O texto não o esclarece mas, a partir da explicação posterior de Jesus, dada a “todos”, pareceria que os outros dez não estavam muito longe dos propósitos de Tiago e João.

Jesus fará, então uma excelente catequese sobre o tema do poder e da autoridade. Os chefes governam com uma autoridade absoluta e não deixam espaço para mais ninguém; impõem arbitrariamente a própria autoridade… Entre os discípulos do Senhor, porém,  não deve acontecer assim: quem quiser estar no centro do poder e da autoridade deverá ter a atitude do servidor, do escravo… Quem é o exemplo e o modelo desta atitude? O próprio Senhor, o Filho do Homem, que não veio para que o sirvam, mas para servir e resgatar do pecado seus irmãos.

Para levar em conta: Juntamente com Pedro, os irmãos Tiago e João aparecem muitas vezes juntos, os três, acompanhando Jesus em momentos muito intensos e particulares de seu ministério. Por exemplo: Mc 1,19; 1,29; 3,17; 5,37; 9,2; 13,3; 14,33.

Outros textos bíblicos a serem comparados: Mt 20,20-28; Lc 22,24-27.

Para continuar o aprofundamento destes temas, pode-se olhar o Índice Temático de A Bíblia de Estudos. Deus fala hoje, o verbete: “Filho do Homem”.

Perguntas para a leitura

Quem se aproxima de Jesus no começo do relato?
O que perguntam ao Senhor? O que lhe pedem?
Como Jesus reage? Que lhes responde?
Que “contrapergunta” lhes faz o Mestre?
Que respondem Tiago e João?
Como o Senhor conclui o diálogo começado com os filhos de Zebedeu?
Que acontece em seguida?
Qual é o sentimento e a atitude dos outros dez discípulos com respeito a Tiago e a João?
Por que os outros dez ficam irritados?
Que faz Jesus?
Para quem fala: para os dois irmãos ou para todos os discípulos?
Que lhes diz? Qual é o conteúdo de sua explicação, de sua catequese?
Que comparação faz o Senhor?
Quem é o modelo e exemplo absoluto de entrega e de serviço para as demais pessoas?
2 – MEDITAÇÃO

O que me diz? O que nos diz?

Perguntas para a meditação

Que coisas peço a Jesus?
Como é, hoje, minha oração de petição ao Senhor?
Peço ao Senhor coisas que não convêm, como o fazem neste texto Tiago e João?
Penso, como Tiago e João, que ser discípulo do Senhor implica um “privilégio” segundo os critérios deste mundo?
Gosto de buscar sempre “os primeiros lugares”?
Tendo a “acomodar-me” para dar-me bem?
Sou amável com os que têm poder, a fim de conseguir benefícios particulares a qualquer preço?
Que penso da resposta de Jesus aos irmãos Zebedeu? Como me atinge, hoje, esta resposta, de acordo com minha própria situação?
Irrito-me com as atitudes imaturas e incorretas dos demais? Em que aspectos me afetam? Se me enervo, por que o faço?
Sinto-me parte daqueles “todos” (versículo 42) a quem Jesus chama para fazer-lhes a catequese?
Que acontece hoje em dia com os que nos governam? Ocorre algo parecido com o que o Senhor descreve? Em que coisas sim e em que coisas não?
Existem hoje o “autoritarismo” e o abuso de autoridade? Em que âmbitos? De que maneira?
O abuso de autoridade: acontece também em minha vida? Em nossa vida?
Como se exerce a autoridade em minha família? Entre meus amigos? Em meu grupo? Na Igreja? A autoridade é exercida com humildade e em atitude de serviço ou com autoritarismo?
Como exerço eu a pouca ou muita autoridade que posso chegar a ter em minha vida, segundo minhas próprias responsabilidades? Busco que se sobressaiam a entrega, o serviço e a humildade? Ou deixo-me “contagiar” pelos critérios do mundo?
Tomo Jesus, o Senhor, como modelo de entrega e de serviço?


3 – ORAÇÃO

O que lhe digo? O que lhe dizemos?

Para nossa oração a Deus que prepara o exercício do último passo da Lectio Divina, que é a ação, propomos-lhes um número do Documento de Aparecida, do Episcopado Latinoamericano e do Caribe.

Documento de Aparecida 14b

Aqui está o desafio fundamental que enfrentamos: mostrar a capacidade da Igreja para promover e formar discípulos e missionários que respondam à vocação recebida e comuniquem por toda parte, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo. Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade senão a de sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências. Este é o melhor serviço - o seu serviço! - que a Igreja deve oferecer às pessoas e nações.

Destacamos a frase final deste parágrafo, visto que é ali onde se insiste na atitude de serviço que a Igreja deve ter e, portanto, é a atitude de todos os discípulos missionários.

4 – CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Para favorecer a contemplação com este texto bíblico, pode ser útil tomar a segunda parte do versículo 43, recriando-o da seguinte maneira, na primeira pessoa do singular:

Se quero ser importante, terei que servir aos demais…
Se quero ser importante, terei que servir aos demais…
Se quero ser importante, terei que servir aos demais…
Repeti-lo ritmicamente e pensando nas situações de vida que surgiram à luz da meditação e da oração.



5 – AÇÃO

A que me comprometo? A que nos comprometemos?

Proposta pessoal

Escolher uma atitude de serviço para com os irmãos: simples, habitual e realizável. Assumir o compromisso de realizá-la sempre que o Senhor puser esta situação no horizonte de nossa vida.
Proposta comunitária

Fazer um encontro com seus amigos jovens para dialogar e confrontar este tema da autoridade no mundo atual. Conversar sobre o que se vê no mundo circundante e o que se percebe no próprio ambiente juvenil… Quão distantes estamos da propostas de Jesus…?

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